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“... SÓ EXISTIMOS NOS DIAS QUE FAZEMOS. NOS DIAS QUE NÃO FAZEMOS APENAS DURAMOS. “
Padre António Vieira
Escrever sobre o Estado é escrever sobre política, e é incontornável e às vezes necessário.
(mesmo quando não se pode, ou quem não pode)
Ao Estado (Nação politicamente organizada) importa três poderes: _ Poder Legislativo, Poder Executivo e Poder Judicial.
Num Estado de Direito, aqueles poderes são autónomos, independentes e sufragados pelo voto directo e universal das pessoas adultas que constituem o Povo desse Estado, chamando-se, por isso, Democrático.
Esta é uma versão original, verdadeira (autenticada) e, ingénua (naturalmente).
A esquerda radical costuma tratar familiarmente a (sua) questão das “Ferramentas Políticas do Estado” chamando-lhe (antes) “Alavancas”.
(um nome curioso)
Será, então, a “Alavanca Política do Estado”.
(portanto)
E quererá com isso dizer (a Esquerda), julgo eu, que o (seu) Estado é uma “Alavanca Política”.
[à (sua) disposição de quem a pode usar; e a todos os níveis a que a imaginação possa alcançar e de todas as maneiras possíveis de o fazer]
A “Ferramenta Política do Estado” é, pois, isso mesmo: _ uma ferramenta.
Em tudo igual à alavanca, e do mesmo tipo e feitio.
Naturalmente, que esta expressão não é exclusiva e também é “usada” por outras facções políticas, querendo com isso dizer exactamente o mesmo “ideal de vida política”.
Nesta medida, o “Sentido de Estado” (político quanto é) tem, portanto, diferentes pesos e interpretações, tratando-se de um “sintoma” paradigmático e iminentemente subjectivo, de acordo com a visão clubista desta questão “intrínseca” ao (nosso) próprio Estado.
(...)
Mas, recentemente, apareceu uma nova “raça” de “idioma político”, que cruza transversalmente todos os conceitos (empíricos ou não) pré-existentes sobre esta questão, e que respeita à visão corporativa dos Poderes do Estado.
Ou seja (no fundo), a “política pura” (enquanto ciência política) deu lugar ao corporativismo (ou associativismo) político organizado partidariamente por interesses particulares dos seus constituintes.
(deixando a política, pois, de ser o próprio “interesse” e o “centro do universo” da discussão e prática operacional)
Naturalmente, que trata-se de uma visão mercantilista da prática política, directamente associada à “nova” natureza democrática do Estado.
(dizem, com conhecimento de causa, alguns entendidos e especialistas jurídicos sabedores deste assunto, arte e ofício)
(...)
Mas será que é assim a “nova” verdade (política) ???
Bom ! Por definição existem dezenas ou centenas de interpretações possíveis. E todas boas e razoáveis.
Na prática, considerando a nossa experiência de vida como uma boa “ciência”, o que dizer da capacidade que o Estado tem (ou não tem) de fiscalizar o seu “funcionamento democrático” ??
(inclinado numa descida sinuosa e arrepiante em que o veículo de passageiros, chamado Povo, é conduzido pelos tais “seres políticos corporativos” numa espécie de rally político)
Pensa-se (ou penso eu) que ninguém sabe ao certo a resposta (exacta) para acudir a esta doença política dada como certa no seio do Estado.
E este problema agrava-se ainda mais quando nos apercebemos que a tal “serra” com a respectiva descida em circuito fechado trata-se de uma prática política semelhante a uma ditadura partidária.
(com as suas divisões e diferenças políticas e sociais marcadas, como nos filmes a sério sobre o tema)
E em que a referida “serra” (o “funcionamento democrático”) é de facto um “palheiro repleto de géneros hortícolas inclinado numa Espiral do Poder”, no qual virá (mais tarde) a tomar posse (como gerente do mesmo) uma entidade política eleita pelo Povo.
Que (dessa forma) se torna o grande “Gerente do Palheiro”, assim como que o “Chefe Maior do Pessoal Menor do seu Estado”.
(ou do Reino de um “Deus Menor”, poderá alguém dizer)
(etc. ………….)
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(end of the item)
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