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As ciências que estudam a sociedade costumam chamar-lhe “Homem Acrítico”, mas em Portugal talvez seja um erro tal consideração.
A crítica falsa ou medíocre é muito mais que um problema, é uma doença da própria sociedade.
Esse problema é mais agudo quando a opinião crítica resulta de um desenho projectado e planeado ao mais ínfimo pormenor (de natureza iminentemente política) por actores sociais que são os construtores do nosso “homem-máquina”, português de identidade, alma e espírito.
Não é meu objectivo abordar questões sociais ou filosóficas no seu sentido científico, deixo isso para opiniões especializadas nas matérias que tratam.
Mas tenho pretensões a uma opinião empírica lúcida resultante de um conhecimento induzido pela reflexão e pela consciência pragmática de uma vivência ampla e experiente, talvez no sentido mais profundo do conceito behaviorista.
Parece complicado aceitar que um pensamento crítico português, enquanto comportamento condicionado induzido pelo nosso “meio ambiente mediático”, se constitua como um raciocínio independente (...); e esta apreciação não abrange apenas o ponto de vista político, mas também qualquer outro prisma sob o qual se possa considerar o problema - sociedade, cultura, entretenimento, jornalismo, desporto, saúde, educação, segurança e defesa, etc. .
E isto leva-nos a uma outra questão de “reflexão cognitiva” denominada “Consciência de Classe”.
Hoje em dia é comum ouvir “… ninguém é estúpido e as pessoas sabem muito bem em consciência o que querem para si e para os seus…”.
Assim como para todos e para a sociedade, acrescento da minha autoria.
(...)
Portanto, a Opinião das Pessoas deriva deste “pequeno” problema; será um comportamento condicionado directamente resultante da informação preparada pelos órgãos de comunicação social de massa para ser “a melhor imagem de raciocínio” que as pessoas devem usar como “pensamento do dia”.
Sem dúvida que os cidadãos mais capazes de inteligência utilizam a biblioteca de informação resultante do somatório de experiências de vida que cada um de nós acumula para, com essa ferramenta da alma, colocar a sua capacidade de reflexão ao serviço do seu raciocínio.
Ou de uma outra forma para tentar explicar isto melhor, o Raciocínio Cognitivo Inteligente e Amadurecido resulta da vida económica possível (em Portugal) que cada um de nós consegue para si, visto “Isto” na sua maior amplitude social, e tendo como referência que esta situação influencia decisivamente a nossa “escolha política profunda” de afinidade e ideologia.
Portanto, será esta a nossa maneira Reconfigurada pela Experiência de olhar para esta nossa Terra, um país “idilicamente” político.
(na sua essência e com funcionamento em circuito convenientemente fechado)
Claro que há o contributo de questões psicológicas, sociais e profissionais, mas essencialmente, “… diz-me o que consegues obter da vida, que eu dir-te-ei quem és…”.
(...)
E Por falar em Filosofia, recordo-me com naturalidade da questão emblemática do “Acaso e da Necessidade”.
Uma causa tem sempre o respectivo efeito; ou então, tratar-se-á de um (caso) acaso.
A realidade também é assim; muito pouco, na nossa vida, tem o timbre de acaso.
Os fenómenos (Políticos & Outros) têm uma causa e um efeito associado.
Portanto (outra vez), há um grupo de pessoas que produzem causas (que não são acaso nenhum) e que têm os devidos efeitos na “vanguarda e na retaguarda”, aonde passeamos “nós” na nossa brincadeira diária.
E é isso a causa das coisas, por “mero acaso”.
(...)
Tudo o que de político acontece neste país tem um causador associado, que (por sua vez) calculou e planeou um dado efeito (por ele) desejado nas nossas cabeças.
Tudo o que nós (homens-máquinas portugueses) pensamos, foi programado e planeado para ser discernido dessa forma específica.
E é essa a “cultura média” que as organizações de cultura de massa (conhecidos por “Mass Media”) se debatem todos os dias em Portugal para nos transmitirem, sendo essa actividade industrial uma das formas (comercial) de “guerra da informação”.
Sendo que o problema é ainda mais grave.
Porque os nossos representantes políticos encarregam-se de fazer o trabalho restante.
Preocupam-se mais em vender ideias abstractas, mas bonitas, “generosas” e de grande visibilidade política (que, de uma maneira geral, não imaginam se são passíveis de concretização), de maneira a garantir o sucesso do seu futuro profissional; o que será mais importante do que estudar de forma integrada os problemas e aspirações das pessoas que representam, de forma a concretizar o que seja passível de realizar efectivamente.
Tudo no âmbito de um fenómeno chamado Especulação, como na Bolsa de Lisboa.
(...)
E aqui fica, para terminar o texto, um pensamento residual;
Nós pensamos aquilo que nos mandam pensar, como na Escola Primária e no respectivo Ensino Básico, tudo servido como Serviço Público da Nação.
Iminentemente politizado na perspectiva político-partidária, e daí a luta de interesses envolvida em toda a questão dos órgãos de comunicação social portugueses.
(...)
E que Deus os mantenha em bom céu e nas alturas.
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(end of the item)
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