Domingo, 18 de Julho de 2010

EDIÇAO ESPECIAL (parte 2)





“ ESTES MUROS NÃO TREMEM NEM SE ABALÃO
AO TEU FUROR PROCURÃO DOCE ABRIGO
A ESPERANÇA TE MOSTRA MAIS TRIUNFOS
UM FUTURO DE GLÓRIA, E DE HONRA CHEIO “


[ Estrofe extraída do Poema “Explosão de Almeida”, de Autor Indeterminado ]




.....................

“...

de:



A penicilina G é um antibiótico natural derivado de um fungo, o bolor do pão Penicillium chrysogenum (ou P. notatum).
Ela foi descoberta em 15 de Setembro de 1928, pelo médico e bacteriologista escocês Alexander Fleming e está disponível como fármaco desde 1941, sendo o primeiro antibiótico a ser utilizado com sucesso. O nome penicilina é usado também para outros antibióticos relacionados.
A penicilina foi descoberta quando Alexander Fleming saiu de férias e esqueceu algumas placas com culturas de microrganismos em seu laboratório no Hospital St Mary em Londres.
Quando voltou, reparou que uma das suas culturas de Staphylococcus tinha sido contaminada por um bolor, e em volta das colónias deste não havia mais bactérias. Então Fleming e seu colega, Dr. Pryce, descobriram um fungo do género Penicillium, e demonstraram que o fungo produzia uma substância responsável pelo efeito bactericida: a penicilina.
Esta foi obtida em forma purificada por Howard Florey e Ernst Chain da Universidade de Oxford, muitos anos depois, em 1940. Eles comprovaram as suas qualidades antibióticas em ratos infectados, assim como a sua não-toxicidade. Em 1941, os seus efeitos foram demonstrados em humanos.
O primeiro homem a ser tratado com penicilina foi um agente da polícia que sofria de septicemia com abcessos disseminados, uma condição geralmente fatal na época.
Ele melhorou bastante após a administração do fármaco, mas veio a falecer quando as reservas iniciais de penicilina se esgotaram.
Em 1945, Fleming, Florey e Chain receberam o Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina por este trabalho.
A penicilina salvou milhares de vidas de soldados dos aliados na Segunda Guerra Mundial.
Durante muito tempo, o capítulo que a penicilina abriu na história da Medicina parecia prometer o fim das doenças infecciosas de origem bacteriana como causa de mortalidade humana.
O principal mecanismo de resistência de bactérias à penicilina baseia-se na produção por elas de enzimas, as Penicilinases, que degradam a penicilina antes de poder ter efeito.
Existem muitos antibióticos derivados por métodos químicos industriais da penicilina, constituindo as penicilinas semi-sintéticas:
* Amoxicilina, Ampicilina e Pivampicilina têm maior espectro de acção, e são eficazes contra mais tipos de organismos.
* Flucloxacilina é mais resistente à beta-lactamase (uma penicilinase).
* Carbenacilina, Aziocilina, Ticarcilina são eficazes contra espécies de Pseudomonas, especialmente a P.aeruginosa, que são importantes patogénios do meio hospitalar.

(…)


…”


………………..




CADERNO DE PENSAMENTOS:

A Penicilina terá sido, provavelmente, a maior descoberta da medicina no último século e o medicamento com um efeito terapêutico mais espectacular.

De tal maneira, que poder-se-á classificar a história da evolução da medicina no tempo histórico “Antes da Descoberta” e o “Depois da Descoberta”.

A letalidade da população mundial diminuiu muito significativamente após a descoberta da penicilina e a própria prática médica nos hospitais, consultórios médicos e centros de saúde mudou radicalmente de perfil de actuação.
Ou seja, uma parte do mundo (global) mudou com esta descoberta científica e daí, talvez, o reconhecimento académico e os prémios de prestígio com que os seus investigadores foram agraciados.
Após a descoberta da cura da grande maioria das doenças infecciosas de grande letalidade conseguida com o tratamento com a penicilina, o caminho científico a seguir era irreversível e prometia grandes evoluções no tratamento de complicadas doenças dos mais diferentes povos e sociedades;
Do ocidente aos países do leste europeu, os países asiáticos e africanos (com grande intensidade), todos os povos do mundo (de uma maneira geral) passaram a dispor de uma ferramenta médica que os permitiu encarar os novos desafios da sua vida com imunidade às principais doenças infecciosas da sociedade.

A ciência evoluiu e, hoje, é passível de crer e aceitar que todas as doenças que afectam o homem serão possíveis de combater e erradicar pela descoberta de meios terapêuticos adequados e eficazes na sua cura, ou o controlo das principais e mais perigosas enfermidades.

(…)


E esta “situação” pode involuir e regressar a um padrão antigo ???...

Ou seja, regressar ao seu perfil de doença epidémica e letal para uma parte importante dos povos do mundo global ??

Naturalmente que sim;

Para isso a contribuição de todos é importante, e neste outro caso, é importante que todos participem na erradicação desta perigosa doença social.




(etc. …………………..)



………………………………………………………………..
(end of the item)




0 comentários: