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Só existem dois tipos de Cidadania na nossa terra chamada Portugal; aquela que Faz Parte da Solução e a Outra, a que Faz Parte do Problema.
(de nome Carcinoma e com uma definição que caracteriza uma doença política grave e complicada)
E isto parece ser muito simples de perceber, mas a solução é difícil, enleada e improvável.
(…)
As coordenadas geográficas deste local existem na Europa em cúmulo (segundo dados recentes) com terras do Oriente e com terras do coração Africano, numa correlação geo-espacial em que o sistema de eixos terá de ser (completamente) descoordenado; ou antes, simplesmente, ser proprietário de um erro inverosímil não detectado.
(talvez camuflado, por falta de interesse em reconhecer a sua existência)
Questionam-me se este problema será um paradoxo ou, pelo contrário, um paradigma existencialista e geoestratégico decorrente da Diáspora Portuguesa (…); eu faço conversa e respondo que não sei, não sou especialista, muito menos Mestre-Escola.
Mas penso que não será fácil a resposta, a consciência da inconveniência da questão é bastante consistente e concreta quanto ao provável efeito no objectivo (que o roça de raspão mesmo em cheio na muche), e, por outro lado, eu também ainda não percebi se terei “vergonha” de dizer “Isto” em voz alta;
Portanto…
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O que é certo é que parece poder concluir-se ser um paradoxo pensar que quem nasceu na Europa Ocidental seja em definitivo um cidadão europeu ocidental (…); assim do tipo regra, porque numa perspectiva cultural tal não será verdade (…) e isso dará que pensar a qualquer mente ligeiramente inquieta.
E isto porque o raciocínio inatendível de que um cidadão nascido no ocidente e numa cultura ocidental possa ter “tendências” culturais africanas não parece racional nem passível de linear entendimento.
Ou (numa outra perspectiva mas como um complemento ideológico de política “idealista”), a apologia de uma cultura radical da Europa de Leste.
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No entanto, talvez seja possível compreender esta problemática como sendo uma espécie de Colonialismo Cultural, com uma patente e uma “nacionalidade” registada, e um sistema político importado por nativos nacionais específicos para se tornar num ocidental “nosso ecossistema oriental” (político).
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Procurando respostas, poderá ser esta conduta de política interna e caseira uma (nossa) aberração cultural com raízes profundas na (des)educação de um Povo e na sua (des)identidade cultural enquanto grupo com interesses partilhados comuns que lhe confiram intrinsecamente uma identidade cultural própria ??
Naturalmente que sim.
Mas é indiscutível (politicamente falando) que será este o “Determinismo Geográfico” que anima a cultura política de certos grupos que, por vias deste sistema de eixos, afirmam a independência política de Portugal e a sua individualidade cultural face ao restante Continente Europeu e ao respectivo Mundo Ocidental.
E, à parte a imbecilidade própria de um lunatismo medieval, trata-se de um determinismo geográfico cultural com conveniências políticas próprias e politicamente bem localizadas.
(…)
“De Onde Vimos e Para Onde Vamos (…)”, dizia (no seu tempo histórico) o poeta português José Maria Barbosa du Bocage.
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(end of the item)
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